Sábado, 16 de janeiro de 2010

PASTORAL

Liturgia: Tempo e Eternidade

Com a Celebração do Batismo do Senhor, no domingo passado, concluímos o Tempo do Natal. Abriu-se, agora, o chamado Tempo Comum, depois virão a Quaresma, o Tempo Pascal e voltará o Tempo Comum até concluir o Ano Litúrgico, no final de novembro, com a Solenidade de Cristo Rei.

Não são meras comemorações de datas com rituais rotineiros. O ciclo litúrgico se constitui em tempo de graça, de crescimento e de amadurecimento na fé e na ação concreta de estabelecimento do Reino de Deus na História. Como as estações do ano que se repetem, periodicamente, trazendo sempre novo vigor de vida, a Liturgia renova e revigora, converte e aperfeiçoa na dinâmica do tempo e da eternidade.

Com símbolos, gestos, palavras, cores, ritos, cânticos do tempo, a Liturgia nos conduz à eternidade e, simultaneamente, traz a eternidade para dar sentido e fecundar os limites do tempo.

O que se questiona, e isso é a nossa parte, é a necessidade de coerência entre o que vivemos e o que celebramos. A grande “revolução” que o mundo tanto precisa passar por aí: a vivência do que celebramos, o testemunho da fé, a coerência entre fé e vida.

A celebração da Eucaristia, por exemplo, também chamada de Missa ou de Santa Ceia, expressa e realiza no tempo e na história, a Ação de Graças de Cristo ao Pai, no Espírito Santo. É o Pão partilhado para o mundo novo, a comunidade de irmãos, a sociedade igualitária,a justiça social efetiva, a oração e a ação na dinâmica do Reino.

São João, em sua primeira carta, nos admoesta e nos anima:

“Filhinhos, amemos não de palavras nem de língua, mas em atos e em verdade”. (I Jo 3,18).

É por aí! Fé e vida; celebrar e viver; viver e celebrar! O Reino de Deus, já presente no tempo, pleno na eternidade, será a recompensa!

Laudelino Augusto
Assessoria do CNLB 

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