Sábado, 16 de janeiro de 2010
PASTORAL
Jesus
vai a um casamento
Jo 2,1-11
Fazei tudo o que ele vos disser.
O Evangelho de João é exuberante no seu conteúdo simbólico e teológico. Ele fala à nossa imaginação, à nossa inteligência e ao nosso coração. A primeira parte do Evangelho, até o capítulo 12, é comumente designada
como “Livro dos Sinais”. A partir do capítulo 13, temos o “Livro da Glória”. O múltiplo agir espantoso de Jesus, que nos sinóticos é traduzido por “milagres”, João o denomina de “sinais”. Eles são como que a confirmação
da divindade de Jesus. As narrativas de sete sinais vão se entremeando com diálogos e discursos de Jesus. A ação espantosa e libertadora de Jesus, como nos sinóticos, é também a confirmação da autenticidade de sua Palavra.
A narrativa das Núpcias de Caná é o primeiro sinal apresentado por João. Aí encontramos beleza e mistério. No profetismo, a Aliança de Deus com seu povo é apresentada sob a imagem de núpcias. A presença de Jesus e sua mãe em uma festa de casamento foi a inspiração de João. O número de amigos presentes na festa superou as expectativas e o vinho acabou. A mãe de Jesus o percebe. Diz isso a Jesus, que esboça uma resistência em intervir. Mas sua mãe, confiante, diz aos serventes: “Fazei tudo o que ele vos disser”. Jesus, então, orienta os serventes, que enchem as talhas de purificação com água (primeira Aliança). Ao servi-la, estava transformada em um excelente vinho (nova Aliança, com Jesus).
Em um contexto de carência e dificuldades, Jesus vem restaurar a alegria e a vida. Este gesto exprime uma característica fundamental da ação missionária.