Sábado, 23 de janeiro de 2010

Academia História Militar

CENTENÁRIO DO 4º BATALHÃO DE ENGENHARIA DE COMBATE

O 4.° BE Cmb é uma das mais tradicionais unidades da Arma de Engenharia. Foi criado em 25 de janeiro de 1910, na histórica e castrense cidade do Rio Pardo- RS , com um contingente de cerca de 100 homens do valente e glorioso Regimento Mallet, atualmente em Santa Maria. Em Rio Pardo teve por caserna o prédio onde funcionara. as Escola Militares de Rio Pardo, local  onde há pouco ali haviam estudado os futuros presidentes Getúlio Vargas e Eurico Dutra e o Marechal Mascarenhas de Morais. Pouco tempo depois foi transferido para General Câmara onde foi desativado em 1915.

Em 1918 foi reorganizado no Quartel do RI de Infantaria em Lorena, com todas as praças do histórico 5.° B E. que apoiara em Cáceres-MT (1909-1917) as derradeiras campanhas sertanejas do Marechal  Rondon. Esteve um período aquartelado na Fazenda Amarela em Lorena e desde 1921 esta em Itajubá onde chegou atendendo a solicitação do grande presidente Wenceslau Braz que declarou guerra a Alemanha no 1ª Guerra Mundial 1914-18 e  extinguiu a Guarda Nacional e instituiu o Serviço Militar Obrigatório e tornou as Policias Militares reserva do Exercito etc E mais, em 24 de outubro de 1922 lançou a pedra fundamental da atual caserna do Batalhão, Razão de o havemos o proposto, como comandante do batalhão 1981-82,  seu nome para denominação histórica do Batalhão como ato de justiça na voz da História. Lamentavelmente normas em vigor impediram esta homenagem que se fora hoje seria aprovada. O Batalhão através de seus integrantes teve destacada participação na 2ª Guerra Mundial integrando a o 5º BE da FEB ao comando do ex-comandante do Batalhão o então Coronel Machado Lopes ,que foi destacado de igual modo que nós Em Efemérides de Itajubá pelo historiador Armelin Guimarães, hoje patrono de Delegacia da AHIMTB em Itajubá, dirigida pelo historiador e jornalista Cb Michel.

O Batalhão também marcou sua presença através de 3 contingentes em Fernando de Noronha operando o embarque e desembarque como meios descontínuos de material e pessoal da guarnição do Exercito da ilha. Os bravos do batalhão da FEB e de Fernando de Noronha os imortalizamos em placas com os seus nome e colocadas, frente a frente na entrada do pavilhão de Comando. Resgatamos a História do Batalhão com o concurso de seus integrantes em plaqueta Síntese Histórica do 4º BE ( 1910-1982) patrocinada por empresas locais e coordenada pelo Ten Silvio Cochlar, então RP do Batalhão. E também na Revista do Exército .v.119,out/dez 1982 tendo por capa  foto aérea do Batalhão. Memória histórica preservada no museu do Batalhão que então organizamos. E assim naquela época  já entendiamos o objetivo nº 1 do Exército:

“Pesquisar, preservar, cultuar a divulgar a História, as Tradições e os Valores morais,culturais e históricos do Exército.”

Votos ao querido 4º BE que tive  o grande prazer de comandar de    

Um feliz futuro extensivos a toda a sua dedicada equipe e de saudades a todos os meus comandados há 28 anos atrás.

Cel Cláudio Moreira Bento

Presidente da Academia de História Militar Terrestre do Brasil
e cidadão Itajubense pela Câmara de Itajubá 

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