Sábado, 23 de janeiro de 2010

Academia Itajubense de Letras

ÁGUAS

Gildes Bezerra - Poetamigo

Rio, que nasce no monte,

Percorre, então, o seu leito

Por fim deságua no mar.

 

Rio de dor, cuja fonte

É da alma o sonho desfeito,

Corre por dentro do peito,

Deságua, triste, no olhar...

        

O SABIÁ

Ana Amélia Machado Nascimento – AIL

É primavera! Estação do amor!

Que lindo!

No manto do crepúsculo da tarde

Na água azulada a cintilar na fonte

O sabiá de plumagem vermelha

Canta uma melodia como se fosse

O som de uma flauta doce.

 

Sabiá laranjeira!

Catado por tantos poetas!

Seu canto melodioso

Tão gostoso! É para mim uma festa!

 

Que delícia! Nas bordas da mata

Lá bem pertinho da cascata

Ouvir o gorjeio dessa ave

Símbolo do Brasil.

Desatando sua voz maviosa

No imenso céu de anil. 

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