Sábado, 23 de janeiro de 2010
ESPAÇO
DO LEITOR
Segurança na madrugada
Com relação aos adolescentes de Itajubá observa-se que a cada dia há um aumento no número de desocupados nas vias públicas, fazendo algazarras pelas ruas, tomando bebidas alcoólicas e praticando o vandalismo. Nota-se claramente que nas altas horas da madrugada, há um total vazio de policiamento pelas ruas da cidade e uma grande deficiência na distribuição dos setores de monitoramento de segurança.
A pergunta que não quer calar: o toque de recolher é para os menores ou para nossas autoridades? Levanto a seguinte questão: enquanto nós, Itajubenses, que pagamos os impostos para termos vias públicas protegidas pelas autoridades responsáveis pela segurança, a alternativa para nós é nos conformarmos e nos trancarmos em nossas casas, e deixando a cidade a mercê da marginalização e falta de segurança? Gostaria de levar essa minha indignação a todos que são contribuintes e moradores da cidade e que, sintam desprotegidos ao andar pelas ruas durante a noite ou até mesmo dentro de suas próprias casas.
Sabrina Ribeiro Pinto
Advogada/Itajubá MG
Polícia Militar
É com grande prazer que venho parabenizar o Comandante da Polícia Militar de Itajubá, Cel. Giovanni, pela objetividade de seus pronunciamentos, tanto nas rádios Futura e Jovem FM e, em reportagem exclusiva cedida ao Jornal O Sul de Minas sobre seus planos voltados para a segurança em nossa querida Itajubá.
Como homem público que fui sinto que os fatos estão começando a correr dentro do previsto, fazendo com que o cidadão tenha segurança resgatada, graças a reativação das ‘bikes’ sob o comando dos Cabos Eduardo e Antônio.
Gostaria, também, que Vossa Senhoria procure sempre o apoio dos poderes Executivo e Legislativo, para cada dia tornar nossa comunidade segura. Gostaria de agradecer também, em meu nome e de toda a comunidade itajubense que está sendo e será muito mais beneficiada pelo sucesso de sua gestão a frente da Polícia Militar de Itajubá. Atenciosamente;
Geraldo José Canha
Ex-vereador Itajubá MG
Haiti
A tragédia do Haiti é indescritível. Mas o que mais me dói quando vejo as cenas da destruição pela TV, não são as imagens da cidade arrasada. O que dói, na verdade, é encarar a pobreza extrema de um povo marcado por tantas tragédias. É verdade que nos últimos anos a terra tem sido alvo de várias catástrofes naturais (inclusive no Brasil) e, em todas elas, a tragédia humana sempre me deixou perplexa. Mas o terremoto no Haiti mexeu mais comigo: o aumento do desamparo de um povo totalmente desprovido das mínimas condições de uma vida digna me fez questionar as desigualdades social e econômica dos povos (há outros países nas mesmas condições do Haiti; por exemplo, na África). Mas como sou mera cidadã do mundo, e não tenho poder para mudar a situação de um povo, posso ao menos, fazer uma pequena contribuição em dinheiro para ajudar os sobreviventes do Haiti. E se todos contribuírem, mesmo com uma pequena quantia, já será muito. Mas atenção: devemos ter cuidado com a instituição/entidade a receber o dinheiro. Infelizmente, mesmo em meio a uma tragédia, há pessoas que agem de má fé.
Eliana
Sonja
Jornalista/SP
Férias com Deus
Mesmo não querendo desenvolver uma teologia de férias ou de descanso, propomos fazer algumas indagações e reflexões. É mais do que evidente que em nossos dias realmente precisamos de férias e descanso. Muitas vezes, somos exigidos de forma tão vigorosa fisicamente que o corpo fica arrasado. Isso tem consequências sobre a mente e certamente também sobre a parte espiritual. No entanto, estaria o Senhor contente com o repouso que praticamos?
Mesmo que teoricamente o ser humano funcione em áreas distintas (a física, a mental e a espiritual), nós formamos um todo, e este todo sofre quando existe desequilíbrio entre as partes. Por isso, em nossas férias, as coisas podem parecer tão perfeitas e gostosas que não precisamos do Senhor, mas não devemos nos enganar, o desequilíbrio persistirá e por isso não devemos prescindir de nosso lado espiritual.
Nas primeiras páginas da Bíblia, vemos um fato que não pode passar despercebido para quem pensa nesse assunto. “No sétimo dia Deus já havia concluído a obra que realizara, e nesse dia descansou”. (Gn 2, 2.3). O primeiro ensinamento a respeito de descanso e de férias é dado pelo exemplo de Deus, logo após a criação. Mas logo em seguida, nas próximas páginas da Bíblia, encontramos uma palavra de Deus a esse respeito, em forma de ordenação. “Lembra-te do dia de sábado, para santificá-lo. Trabalharás seis dias e neles farás todos os teus trabalhos, mas o sétimo dia é o sábado dedicado ao Senhor, o teu Deus.” (Ex 20, 8-10). Certamente, Deus não faz nada sem propósito. Se Ele ordena que descansemos no sétimo dia, então, além de usarmos este dia para a glória do Criador, o Senhor está consciente do fato de precisarmos regularmente do descanso.
Virando várias páginas da Sagrada Escritura, chegamos ao Novo Testamento. Ali deparamos com um fato bem interessante com relação ao descanso e, por que não dizer, com relação às férias. Quando os apóstolos acabam de retornar de um esforço missionário evangelístico “Jesus lhes disse: “Venham comigo para um lugar deserto e descansem um pouco” (Mc 6, 30.31).
Cristo afirma que devem procurar um lugar deserto, isto é, um lugar em que não haja tantas pessoas e que proporcione tempo e oportunidade de estarem a sós com Ele. Assim, Nosso Senhor transfere a questão para outro âmbito, não devemos nos perguntar se o descanso é algo devido, e sim se o local em que ele é feito é adequado para nos manter em sintonia com Ele.
Será que Deus aprovaria os locais que escolhemos para descansar? Os lugares mais badalados e também procurados são as praias e balneários. Será que esses lugares nos proporcionam descanso e restauração física, mental e espiritual? Uma vez que ali há um aglomerado tão grande de pessoas, sempre há alguma coisa nos convidando para envolvimento. E se não bastasse, toda a mídia se esforça em desenvolver um modelo de repouso extremamente agitado, geralmente marcado pela sensualidade e consumo excessivo de bebidas alcoólicas. Se formos honestos e atenciosos não descobriremos que, em vez de descanso, alcançamos algo bem mais forte em adrenalina?
Nosso Senhor Jesus Cristo convidou os discípulos para uma viagem de férias para estarem com Ele e terem tempo para estar em sintonia com o Filho de Deus. Nós também deveríamos planejar nossas férias para alcançar esse propósito.
Pe. Anderson Marçal Moreira é membro da Comunidade Canção Nova e é mestrando de Teologia Pastoral Litúrgica junto à Faculdade Pontifícia Salesiana, em Roma.
Errata
Na edição anterior número 3.376 do dia 16/01, no quadro ‘Cena Literária’ pág. 10, no poema intitulado ‘Maria’ de Isa Rodrigues de Souza, da Academia Itajubense de Letras, a frase correta é “José Cansado e aflito pronto pra lhe ajudar”, e não “José casado e aflito pronto para lhe ajudar” como foi publicado.
Na edição anterior número 3.376 do dia 16/01, na quadro ‘Sociais’, pág. 9, a informação sobre a nova cor da fachada do Club Itajubense; a pesquisa foi feita por uma comissão de sócios e diretores do referido clube, sob a coordenação da diretoria social e não pela arquiteta Claudia Alliprandini, como foi publicado.
Redação/OSM
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